domingo, julho 30, 2006

Sociedade Felina

Olá

Os gatos são muitas vezes tidos como animais anti-sociais. O que é completamente errado. A sociedade felina é extremamente bem organizada e até o gato-doméstico que sai à rua, ocupa o seu lugar exacto na hierarquia da zona. E todos os membros sabem quais as regras e rituais a que têm que obedecer. Normalmente na hierarquia felina a fêmea mais fértil e com maior número de filhos ocupa o lugar mais importante. O macho mais forte e que vence mais combates não é, por regra, o mais aceite pelas gatas. Estas, civilizadamente, não raro preferem um gato que não seja um campeão de luta.
Porém, como na sociedade dos gatos o que conta é o território, o gato mais lutador é o que tem maior estatuto social, pois também é o possuidor de maior território. A posição inferior na sociedade felina, é ocupada pelos gatos castrados.
Como já disse, para os gatos o que conta é o território. Até mesmo dentro de casa, quando há mais do que um gato, há territórios definidos.
Os estudiosos afirmam que entre os felinos, há o território primário e o território secundário.
Território primário é o lugar que o gato escolhe para dormir, apanhar sol e, no caso das fêmeas, ter os filhos.
O território secundário é partilhado com outros gatos. No caso dos gatos que vivem em liberdade, esse território coincide com o território de caça. Porém, nunca caçam ao mesmo tempo. Aliás os gatos têm caminhos e verdadeiras regras de trânsito seguidas por todos. Se um gato segue por um caminho principal tem prioridade sobre todos os outros que venham por caminhos secundários. Mesmo que de categoria social superior ao que caminha na “rua” principal.
Não se sabe porquê, mas os gatos costumam reunir-se em determinados lugares e ali ficam, pacificamente, durante algum tempo. Chegam a juntar-se 10 e mais gatos.
É uma das coisas que mais falta faz aos gatos que vivem em casa. Por vezes o gato caseiro tem um comportamento agressivo e estranho apenas porque se sente solitário e aborrecido.
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Gato

Que fazes por aqui, ó gato?
Que ambiguidade vens explorar?
Senhor de ti, avanças, cauto,
Meio agastado e sempre a disfarçar
o que afinal não tens e eu te empresto,
ó gato, pesadelo lento e lesto,
fofo no pêlo, frio no olhar!

De que obscura força és a morada?
Qual o crime de que foste testemunha?
Que deus te deu a repentina unha
que rubrica esta mão, aquela cara?
Gato, cúmplice de um medo
Ainda sem palavras, sem enredos,
Quem somos nós, teus donos ou teus servos?

Alexandre O’Neill – Poesias Completas

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Os gatos preferem sítios altos, porque assim podem olhar de cima para baixo para cães, humanos e outras formas de vida inferiores” – in “10 lições de vida para aprender com o seu gato


Ao olhar do alto do meu confortável parapeito, observo milhares de seres humanos a trabalhar arduamente…Quando aprenderão connosco que a felicidade reside nas coisas simples…como quanto tempo consegues dormir num dia.” – in “Queridos Gatinhos


Adoro não fazer nada! É mesmo o que mais gosto de fazer! É reconfortante ver a minha dona fazer tudo enquanto eu descanso!..


Sou a Cinzenta, matriarca do jardim e silvado adjacente. Estes são dois lugares de descanso no meu território primário.



Uma vez mais aproveito para trocar duas palavrinhas com a Paula J., de Aveiro.
Li o seu e-mail. Tenho pena sinceramente, que os seus gatinhos ainda não tenham aparecido. Continue a tentar! Acho que a oferta de uma recompensa talvez possa ajudar. Não acredito que haja quem reclame a recompensa sem primeiro entregar os gatos! Acredito, isso sim, que possa haver quem, por dinheiro, apareça logo com os gatinhos, ou pelo menos, denuncie o seu paradeiro. Por vezes o difícil é provar que os gatos são nossos. É por isso que estou a pensar muito seriamente, em pôr um chip nos meus gatos. Se bem que não goste muito de os deixar sair. Sabe porquê, se já leu o que tenho escrito. O meu Rapazito esteve às portas da morte e o passeio não foi longo. Não nos podemos também esquecer que, nos dias que correm, o maior “assassino” dos nossos gatos é o automóvel. Não desanime, mas há que encarar todas as hipóteses, mesmo as mais tristes.
Lembre-se dos seus gatinhos e de como ronronavam. Seria só de felicidade? Talvez não. Os gatos ronronam até em situações de lesões, doenças e traumas. Para eles o ronronar é uma terapia. Faça como eles. Porque nós, de certa maneira, também temos uma capacidade enorme de ultrapassar e sarar as nossas feridas. Rindo!
Não sei se gosta de poesia. Eu adoro. Ler e escrever. Há tempos fiz este poemazinho:

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O Riso

Já reparaste, Homem,
Que só tu consegues rir?
Então, ri-te!
Ri-te do Mundo
Ri-te de Ti
Ri-te da Vida.

E sê Feliz!


Março de 2006 – (inédito)
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A Gatafunha e o Gabiru estarão sempre no seu coração. Mas há tanto gatinho que adoraria tê-la por dona!
Escreva sempre que queira. Um abraço.
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Até breve.

2 comentários:

Hugo disse...

Obrigadíssima pelo apoio! Eles ainda não apareceram, mas continuo a procurá-los, na esperança que consigam fugir do local onde se encontram ou de ter notícias deles... Tenho mais seis, duas pequenitas, uma recolhida de um contentor do lixo e outra da rua, apanhada por não conseguir movimentar as patas traseiras. Não posso ficar com muitos mais, porque os mais velhos não gostam nada dos novos inquilinos e porque quando se tem bichitos a mais começa a ser impossível tratá-los dignamente. Obrigada por os ajudar!

aavozaida disse...

Obrigada pela visita.
Deixei comentário no seu blog.