domingo, Agosto 06, 2006

Raças de Gatos

Olá


Esta semana encontramo-nos um bocadinho mais cedo. É que amanhã vou estar de festa de anos e, provavelmente, ao fim do dia nem me vai apetecer outra coisa que não seja descansar.
E hoje vou falar um pouco de raça de gatos.
Há mais de 100 variedades de gatos-domésticos oficialmente reconhecidas como de raça. Os gatos com pedigree são quase todos descendentes de gatos ditos “rafeiros” escolhidos pela sua beleza ou características especiais. Se bem que haja casos de raças nativas de uma determinada região.
No que respeita a pelagem podemos distinguir as seguintes:
- pelagem longa
- pêlo de arame
- pelagem curta
- gatos sem pêlo
Quanto aos olhos podem ser redondos, amendoados ou oblíquos. A sua vasta gama de cores depende da maior ou menor quantidade de pigmento e ainda do grau de fragmentação da luz.
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Não irei falar de todas as raças de gatos. Irei apenas referir algumas, segundo o meu critério – os que mais gosto ou que acho mais originais.
De pêlo comprido farei talvez referência especial ao Persa Chinchila. É de um branco imaculado, com uma cabeça redonda e larga e nariz achatado, cor-de-rosa debruado a preto. É menos corpulento que os restantes Persas, mas muito robusto e resistente. Um gato que eu adoraria ter! Quem sabe?...
Admiro, também, o Gato Sagrado da Birmânia. Faz, no seu aspecto, lembrar um Siamês de pêlo longo. É muito manso e afável e aprecia a convivência com os humanos e os outros animais.
De pêlo curto, não posso deixar de referir o Gato Pêlo Curto Britânico Branco. O seu pêlo tem que ser imaculadamente branco. É muito inteligente mas um tanto vadio.
E o Siamês, com todas as suas variedades de pelagem, que pode ir do branco ao castanho-escuro, passando pelo castanho-chocolate, marfim ou cinza-rosado. É um gato muito extrovertido, muito inteligente e com grande devoção pelo dono.
Jean Cocteau tinha a companhia de Jean Marais e dos seus dois gatos siameses…Sempre gostara de gatos, mas, nos últimos anos de vida, dera preferência aos siameses. Sobre os gatos escreveu palavras quase tão belas como as que lhes dedicou Charles Baudelaire, poeta que nunca deixou de colocar no mais elevado altar da magia dos versos. Para ele, pode dizer-se que os gatos foram as “flores do bem” e não do mal.” – in “Amados Gatos” – José Jorge Letria
Pela sua originalidade referirei o Bobtail Japonês. A cauda tem 10 a 12 cm de comprimento, mas anda sempre enrolada aparentando ter 5 a 7 cm. Quando estão sentados os Bobtail erguem, por vezes, uma patinha. É um gato que, dizem, dá sorte.
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Ainda, pela sua originalidade, irei falar um pouco do Gato da Ilha de Man.
É um gato de pêlo curto que faz lembrar o Pêlo Curto Britânico. Mas não tem cauda. Em vez dela deve existir uma concavidade na extremidade da coluna vertebral – são os “Rumpy”.
Há, no entanto, alguns gatos com caudas residuais. Dependendo do tamanho dessa cauda são os “Risers”, os “Stumpies” e os “Longies”. A falta da cauda não é uma mera anomalia. Há um gene mutante responsável por esta anomalia e responsável também por uma fecundidade diminuta nesta raça. Muitas crias nascem mortas ou morrem após o parto. É também o gene que provoca deformações ósseas neste gato. Uma dessas deformações é o comprimento excessivo dos membros posteriores, o que lhe dá um andar saltitante como um coelho.

Depois temos os gatos sem pedigree – os “rafeiros”. Para mim os mais bonitos de todos. Encontramos neles todas as cores de pelagem, todas as cores e feitios de olhos, a mesma elegância e a mesma mística. São bem os descendentes dos gatos sagrados dos faraós. E são de uma lealdade incomparável para com o ser humano. Fieis companheiros para toda a vida.

Eu sou o gato esguio e atento que costumava sentar-se sobre um tapete bordado a ouro, à direita do faraó.” – in “Amados Gatos” – José Jorge Letria.


E nós somos alguns dos adorados “rafeiros” que partilhamos a casa, o jardim e os corações dos nossos donos.
O Rapazito

O Lingrinhas

O Preto

A Cinzenta .

A Rita


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Poema do Gato

Quem há-de abrir a porta ao gato
quando eu morrer?

Sempre que pode
foge prà rua,
cheira o passeio
e volta pra trás,
mas ao defrontar-se com a porta fechada
(pobre do gato!)
mia com raiva
desesperada.

Deixo-o sofrer
que o sofrimento tem sua paga,
e ele bem sabe.

Quando abro a porta corre pra mim
como acorre a mulher aos braços do amante.
Pego-lhe ao colo e acaricio-o
num gesto lento,
vagarosamente,
do alto da cabeça até ao fim da cauda.
Ele olha-me e sorri, com os bigodes eróticos,
olhos semicerrados, em êxtase,
ronronando.

Repito a festa.
vagarosamente,
do alto da cabeça até ao fim da cauda.
Ele aperta as maxilas,
cerra os olhos,
abre as narinas,
e rosna,
rosna, deliquescente,
abraça-me
E adormece.

Eu não tenho gato, mas se o tivesse
quem lhe abriria a porta quando eu morresse?

António Gedeão – Novos Poemas Póstumos

3 comentários:

Mima disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anónimo disse...

Aprendi muito

ines disse...

ola...
adoro gatos...
adorei o poema...
como e que posso saber mais sobre gatos??
meu mail se quizer responder...
nezita_fofita@hotmail.com
fico a espera de resposta...
obrigado
:)